08/02/2010

Segurança de vôo
    Prevenção
    Sistema e Estrutura
Mandamentos da Segurança
Reportes e Relatos
DAC
    Relatório de Perigo
Estatísticas
Fatores Humanos
    C.R.M.
    Instrução e Treinamento
    Medicina Aeroespacial
    Psicologia na Aviação
Controle de Tráfego Aéreo
Operação
    Aeronaves
    Infraestrutura
Manutenção Preventiva
Comissariado
Meteorologia
Engenharia
    Desenvolvimento
    Produção
Helicópteros
Transporte de Carga
Passageiro
Calendário
    Eventos
    Cursos
Aviação Aerodesportiva
    Aeromodelismo
    Asa Delta - Traike
    Balonismo
    Experimentais
    Paraglider - Parapente
    Pára-quedismo - PQD
    Planador
    Ultraleves
Aviação Geral
    Aeroclubes
    Escolas
    Particulares
    Aviões
    Vôo Virtual
Aviação Comercial
Links
    Links por assunto
    Sugestões de Links
Estórias dos Céus
    Aconteceu comigo
    Gente que Faz
Riscos no ar
Curiosidades
Forum
Colunistas
    André Malta Rosa
    Carlos Filipe dos Santos Lagarinhos
    Cmte José Fragoso
    Daniel Celso Calazans
    Débora Pereira Rufino
    Mauricio Soares Ribeiro
    Mónica Gómez Caniella
    Solange Galante
Fotos
Utilidade Pública
Quem Somos
Cadastro
Contato

Created by

 


Publicidade
Untitled Document

Air Safety Group.com.br
Busca de Artigos
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
03.Jan.2006 - Ocean Air cresce com o Fokker 100 - O Estado de S.Paulo

O Fokker 100, aeronave que ficou estigmatizada ao protagonizar um dos mais graves acidentes da história do País, em outubro de 1996, sob a bandeira da TAM, deverá fazer parte da aviação nacional por bastante tempo. Enquanto a TAM, que ainda opera com 25 aeronaves deste modelo, planeja devolvê-las para os arrendadores progressivamente até 2008, a Ocean Air acaba de importar outras 10 aeronaves.
A empresa de German Efromovich, que opera em linhas regionais, tem planos agressivos para aumentar sua participação no mercado doméstico. A empresa pretende passar dos atuais 1,5% de mercado para 6% ainda este ano. Para isso, ela acaba de adquirir, por US$ 60 milhões, dez equipamentos Fokker, que pertenciam à American Airlines.
Entretanto, diante do estigma do modelo 100, a Ocean Air resolveu chamar a aeronave de MK-28. O nome de catálogo da aeronave é F28-MK100, mas é por Fokker 100 que ela é conhecida em todo o mundo. "Cada empresa adota o nome comercial que bem lhe convier", afirma o vice-presidente da Ocean Air, Jorge Alberto Vianna. Ele reconhece que há de fato um estigma com relação a aeronave, mas defende o equipamento como uma alternativa segura e econômica.
Apesar do acidente e dos diversos incidentes acontecidos com o Fokker 100 da TAM no final dos anos 90, ele é de fato considerado seguro. Entretanto, técnicos do setor afirmam que ele exige das empresas operadoras um excesso de cuidados com a manutenção. "É um avião delicado, não basta seguir as exigências do manual, é preciso ter um colchão de segurança 10% maior do que o exigido", explica um analista do setor.
"O Fokker 100 tem uma história de desempenho excelente para rotas de curta e média distância. A American Airlines teve 99 aviões desse tipo por 12 anos sem nenhum acidente", diz o vice-presidente da Ocean Air. "Já aconteceram acidentes com o Boeing 737, com o MD-11. O que aconteceu com a TAM foi um azar, uma fatalidade. Mas, quando se tem dois acidentes em um único dia, será que é culpa do avião?"
Modelo da década de 80 que parou de ser produzido em 1997 com a falência do fabricante holandês, o Fokker 100 foi um campeão de vendas entre o final dos anos 80 e a metade da década de 90. Perdeu competitividade para a Boeing e a Airbus, o que acabou provocando a falência do fabricante.
Apesar do trauma provocado pelo acidente, a TAM deve seu crescimento e transformação de empresa regional para nacional ao Fokker 100. Sem capital para adquirir Boeings e Airbus, a empresa montou sua estratégia a partir dos Fokker. O acidente atingiu mais a aeronave do que a companhia, que não sentiu nenhum impacto negativo em seus balanços.
De acordo com a TAM, a devolução prevista das aeronaves - sete em 2006 e 18 até 2008 - está alinhada com a política de manter uma idade média da frota baixa, de 5 a 7 anos. Hoje, a empresa utiliza os aviões em vôos para o interior e para o Nordeste e também para operações de fretamento com a operadora de viagens CVC.
No mercado, comenta-se que a empresa tirou o avião das rotas de maior visibilidade. A empresa nega. Diz que eles também estão em operação no Sul e no Sudeste e que são utilizados em rotas de menor visibilidade por se tratar de um avião adequado para rotas de menor densidade.
Da mesma forma que aconteceu com a TAM, a Ocean Air aposta no Fokker para subir um degrau no setor aéreo. "Já esgotamos todas as possibilidades de atendimento com os aviões de 30 a 50 lugares. Para crescer, precisamos partir para uma frota maior ", afirma Vianna. A empresa chegou a cogitar em adquirir uma frota mais moderna, como os aviões da Embraer, mas descartou por causa do preço.
O Embraer 190, campeão de vendas na categoria 100 lugares, custa US$ 36 milhões. O Fokker 100 com 13 anos de operação - metade de sua vida útil -, e com toda a manutenção já feita, como é o caso das aeronaves adquiridas pela empresa, custa US$ 6 milhões. "Aos preços do mercado, a opção recai sobre o Fokker."
voltar
 
 

 

TODOS DIREITOS RESERVADOS . 2003 . AIRSAFETYGROUP